Você fala com outros músicos sobre o mundo da música?
Não só, como falamos algo como, “Oh, conta pra gente alguma parada engraçada que aconteceu na turnê”, mas também como, “Hey, na gravação dessa música tem uma guitarra com um som muito foda. Qual foi que usou? Qual estrutura usou no amplificador? E o Microfone?” Não quero soar muito técnico porque aí vou perder muitas pessoas que não entendem disso, mas é algo que eu sou muito apaixonado. Eu queria saber e acredito que os artistas adoram falar disso. Eu sei que alguns artistas como John Mayer é totalmente por dentro desse assunto e quando eu conversei com ele na volta a LA, conversamos sobre sua coleção de amplificadores Dumble, efeitos vintage nos pedais, sua velha guitarra e coisas desse tipo; Adoro falar de coisas como essas. Também falamos de coisas como, “Qual o seu processo de gravação?”. Ou até coisas não tão técnicas como, “Por que você escolheu gravar no porão do estúdio da Capitol Records? Quais outros artistas gravaram lá e isso o inspirou pra gravar lá?” Coisas assim.
Haverá uma nova música do blink-182?
Oh, claro. Acabamos de finalizar a turnê da Europa e assim que Travis chegar da sua viagem de barco, voltando pelo Atlântico, entraremos no estúdio. Depois de tocar os shows, ficaremos trancados no estúdio até terminarmos.
A banda não esteve junta por um tempo e houve algum desentendimento entre você e o Tom DeLonge até esses dias. Como você se sente fazendo uma turnê novamente com eles e ainda voltar a gravar?
Sinceramente? Foi melhor do que pareceu. Quando começamos a sair, estávamos todos lutando; estávamos todos passeando quando todo esse sucesso veio à tona. Eu acredito que nós meio que perdemos as perspectivas sobre o fim do ciclo do blink. E agora que nós tivemos a chance de nos distanciar disso por uns anos, vimos como o blink-182 foi fantástico pra nossas vidas. Essa volta nos fez apreciar muitas coisas novas. Digo, tendo a chance de voltar depois de cinco anos e ter uma reação super-positiva é tão excitante e inspirador simultaneamente, e inspira-nos a gravar o melhor álbum de nossas vidas. E fazer o que vivemos.
Alguma coisa acontecerá com o +44?
Não agora; claro que o +44 está inativo por eu, Tom e Travis estarmos devotos totalmente ao blink-182. Mas isso não quer dizer que nada acontecerá com a banda de novo. É só agora, já que estou entre o blink-182 e meu programa na TV, não sobra tempo algum no dia.
Quanta pré-produção tem por trás dos seus programas?
Bom, tocaremos o primeiro programa amanhã [a entrevista foi feita dois dias antes do primeiro programa.] então nós meio que não entramos no ritmo de lá. Houve muitos encontros criativos e, definitivamente, todos os artistas que vieram, eu procurei pesquisar sobre cada um deles, fazer muito mais que só entrar na página deles da Wikipédia. Ouvir os álbuns deles e ser o mais educado possível. Não me sentiria confortável em apenas ler uma ou duas páginas de resenhas sobre a banda. Como [com voz de zombação] “Ok, aqui está alguns destaques da banda. Eles fizeram turnê com o Sum 41 em 2005.” Enfim. Gosto de saber qual artista que estou entrevistando e ser capaz de fazer a ele boas perguntas. Como eu sou um desses artistas, eu sei quando alguém simplesmente pega algumas informações online e faz algumas perguntas na entrevista. Você sabe quando essa pessoa ouviu ou não sua música e quão interessado ele é no que você fala e eu quero ser esse entrevistador.
Você sabe a diferença entre uma boa e uma má entrevista?
Claro que sei. Com certeza.
Está nervoso?
Eu estou muito nervoso. Meu filho chegou pra mim um dia, enquanto falávamos sobre a escola, e disse que estava “nervexcitado” e é assim que estou me sentindo [risos]. Eu realmente quero fazer e estar num programa especial e quero que esses primeiros episódios fiquem prontos. Sabe como estou me sentindo? Como se estivesse há uma noite do primeiro show da turnê.
Sério?
Claro. Como se fosse “OK, temos as músicas; nós não tivemos a oportunidade de tocá-la para um monte de gente por um tempo.” Eu quero que seja como o terceiro ou quarto show de uma turnê, quando você já acostumou com o negócio e está achando seu ritmo, já sabe onde as coisas estarão e tudo mais. Coisas que você só sabe depois de estar na turnê por um tempo. Eu quero aquela sensação com o programa.
A imagem que você projeta no palco quando está tocando pra muita gente é da mesma pessoa em frente às câmeras. Em outras palavras, o perfil e a personalidade que passa pra milhares de fãs precisa ser traduzida através da tela da TV. Isso vem do mesmo lugar?
Esse é meu truque. Eu acredito que nos primeiros episódios teste, eu estava tentando ser como um imaginava um entrevistador de talk-shows. Então eu parei e pensei, “Quer saber? Só serei eu mesmo.” Só quero ser o que sou nos palcos. O que eu quero dizer no palco, eu digo, e é assim que eu quero que seja o show. Quero me sentir confortável na cadeira principal e só aproveitar o tempo e inspirar as outras pessoas que vão ao show para também aproveitar.
Você viu gente como o Mark McGrath [vocalista do Sugar Ray], entrevistador do Extra, ou Elvis Costello no seu programa Spectacle?
Eu vi o Mark no programa dele; Não cheguei a ver o Elvis Costello. Eles fazem as coisas deles e eu acho que o Mark faz muito bem. Sinceramente, conhecendo Mark e estando em turnê com ele um dia, faz sentido que ele faça aquele programa e faça bem. Acredito que o truque dele é ser ele mesmo no programa.
Você vai se juntar às bandas ou só vai lá e toca um pandeiro ou qualquer coisa assim?
Claro, com certeza. Eu, com certeza estou com isso na cabeça. Não que eu queira forçar uma banda a fazer isso ou algo assim. Mas se uma banda de algum amigo chegar e falar, “Hey, quer fazer os backups nessa parte?” eu farei com prazer.
Você está trabalhando em alguma nova produção?
Não, na verdade não. Não agora. Só estou ocupado agora. Obrigado pelo momento.
Entrevista por Steven Rosen
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